PUBLICIDADE
Espaço para Banner Google AdSense (970x90)
Política

Lula quer mudar escolha de ministros do STF; veja como funciona hoje

A proposta apresentada por Lula coloca novamente no centro do debate a maneira como os ministros do STF são escolhidos.

Por digiagencia — São Paulo
28/09/2026 11h24 • Atualizado 28/09/2026 11h24
Lula quer mudar escolha de ministros do STF; veja como funciona hoje

Lula defende mudança na escolha de ministros do STF e propõe novo modelo de indicação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma mudança na forma como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são escolhidos no Brasil. A proposta foi apresentada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27).

Segundo Lula, o processo não deveria ficar concentrado apenas na indicação feita pelo presidente da República. O chefe do Executivo sugeriu a criação de um órgão colegiado, com participação de diferentes setores da sociedade, para avaliar possíveis nomes antes que eles fossem encaminhados ao Senado.

A discussão ocorre em um momento de atenção sobre o funcionamento e a composição da Suprema Corte e coloca novamente em debate os critérios utilizados para a escolha dos ministros.

Como funciona atualmente a escolha dos ministros do STF?

O modelo atual está previsto na Constituição Federal.

O STF é formado por 11 ministros, que devem ser brasileiros com mais de 35 e menos de 70 anos, além de possuir notável saber jurídico e reputação ilibada.

A escolha é feita pelo presidente da República. Depois da indicação, o nome precisa passar por análise e aprovação do Senado Federal por maioria absoluta.

Na prática, portanto, o processo envolve duas etapas principais: a indicação presidencial e a aprovação pelo Senado.

O que Lula propôs?

Durante a entrevista, Lula afirmou que pretende discutir uma alteração nesse modelo.

A ideia apresentada pelo presidente é criar um colegiado que possa avaliar os nomes antes de eles chegarem ao Senado. A composição desse grupo poderia envolver representantes da sociedade civil e outros setores ligados ao meio jurídico e acadêmico.

Segundo Lula, o objetivo seria evitar que a escolha de um ministro fique associada exclusivamente à vontade do presidente responsável pela indicação.

A proposta, entretanto, foi apresentada como uma posição política do presidente e não representa, neste momento, uma mudança automática nas regras constitucionais.

A Constituição precisaria ser alterada?

A mudança dependeria do formato que fosse adotado.

Isso porque a Constituição determina atualmente que os ministros do STF sejam nomeados pelo presidente da República depois da aprovação pelo Senado.

Assim, uma alteração que modificasse diretamente essa estrutura poderia exigir mudança constitucional e tramitação no Congresso Nacional.

Até o momento da declaração, Lula apresentou a ideia como uma proposta para discussão, sem que um novo modelo de escolha tenha sido implementado.

Por que o assunto voltou ao debate?

A discussão sobre a forma de escolha dos ministros ganhou espaço no cenário político brasileiro ao longo de 2026.

No Congresso, já existem propostas que discutem alterações relacionadas ao Supremo, incluindo mudanças na indicação de ministros, idade mínima, duração dos mandatos e mecanismos de controle.

Levantamento publicado pela CNN apontou que havia pelo menos 84 propostas de emenda à Constituição em tramitação relacionadas a mudanças no STF: 64 na Câmara dos Deputados e 20 no Senado.

Isso mostra que a discussão sobre possíveis mudanças na estrutura da Corte não começou com a declaração mais recente de Lula.

O que pode mudar se a proposta avançar?

Um novo modelo poderia alterar a participação das instituições e da sociedade no processo de escolha dos ministros.

Entre os pontos que poderiam entrar no debate estão:

  • critérios para seleção dos candidatos;
  • participação de entidades da sociedade civil;
  • atuação de juristas e instituições acadêmicas;
  • funcionamento do colegiado;
  • momento de participação do presidente da República;
  • papel do Senado Federal;
  • critérios objetivos para avaliação dos indicados.

Esses detalhes ainda precisariam ser definidos caso a proposta avance para uma discussão legislativa.

O papel do Senado continuaria sendo importante

Mesmo com a criação de algum mecanismo adicional de avaliação, o Senado possui atualmente uma função constitucional no processo.

A Constituição estabelece que cabe ao Senado aprovar previamente a escolha dos ministros do STF, por maioria absoluta, após a realização da sabatina.

Por isso, qualquer alteração relevante no processo precisaria considerar a competência atribuída à Casa pela Constituição.

Proposta ainda não muda as regras atuais

Apesar da repercussão da declaração, o sistema de indicação dos ministros continua seguindo as regras previstas na Constituição.

Para que um novo modelo seja adotado, seria necessário definir formalmente a proposta, avaliar sua compatibilidade jurídica e, caso envolva alteração constitucional, passar pelo processo legislativo correspondente.

A declaração de Lula, portanto, representa uma proposta de mudança no sistema, e não uma alteração já aprovada.

Perguntas frequentes

Quem escolhe atualmente os ministros do STF?

O presidente da República faz a indicação, mas o nome precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal.

Quantos ministros existem no STF?

O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros.

O presidente pode escolher qualquer pessoa?

Não. A Constituição estabelece requisitos para os indicados, como idade entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.

Lula já mudou a regra de indicação?

Não. A declaração apresenta uma proposta de alteração do modelo. As regras constitucionais atuais continuam em vigor.

O Senado deixaria de participar da escolha?

Não há essa definição na proposta apresentada. Atualmente, a aprovação pelo Senado é uma exigência constitucional.

Entenda o que está em discussão

A proposta apresentada por Lula coloca novamente no centro do debate a maneira como os ministros do STF são escolhidos.

O modelo atual concentra a indicação no presidente da República, com aprovação posterior pelo Senado. A ideia apresentada pelo presidente acrescentaria uma etapa de avaliação por um colegiado antes da análise dos senadores.

Por enquanto, trata-se de uma proposta política que ainda precisaria ser detalhada e, dependendo do conteúdo final, submetida ao processo legislativo necessário para eventual mudança das regras.

Veja Também:
Fim das bets